Posts de Maio, 2007

Peregrinação telefônica II

Maio 30, 2007

Hoje, finalmente, consegui uma resposta a respeito do concurso de redação no qual me inscrevi, mas sem antes ter que falar com quatro pessoas de diferentes setores do CIEE. Me informaram que em razão do grande número de inscritos o resultado vai demorar um pouco mais para sair. Quem sabe final da semana que vem.

Mercado de capitais aquecido

Maio 25, 2007

ENTREVISTA

Flávio Stein, professor do curso de Ciências Contábeis da Feevale

O mês de maio foi marcado pela queda vertiginosa do preço do dólar, rompendo a barreira dos R$ 2. A depreciação da moeda americana em relação ao real é reflexo do grande volume de dólares que ingressa no país, atraído pela estabilidade econômica e pelos juros altos. Com esse cenário, uns perdem e outros ganham. O Sobrequalquercoisa conversou com o professor do curso de Ciências Contábeis da Feevale, Flávio Stein, para entender o que está acontecendo com a economia brasileira. Confira trechos da entrevista.

Foto: Miguel Eich

Sobrequalquercoisa - O que o Brasil tem hoje que causa tanta atratividade dos investidores estrangeiros?
Flávio Stein
– Isso não vem só do último ano, vem acontecendo há mais tempo, à medida que o Brasil conseguiu dominar sua inflação. Então somos obrigados a voltar a 1994 e 1995, com o início do Plano Real. O Brasil conseguiu dominar a inflação e disciplinar os gastos públicos, com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Depois nós tivemos um interregno em 2002, por causa da eleição de Lula. À medida que era noticiada a possibilidade de ele, que tinha um discurso de oposição, diferente de Fernando Henrique, se eleger presidente, a bolsa caia, o dólar disparava e o risco-país também. Isso só foi resolvido com a entrada do presidente, seguindo a plataforma econômica de FHC.

SQC - É por isso que as agências de classificação de risco vêm melhorando a posição do Brasil?
Flávio
– O risco-país anterior à posse do Lula chegou a atingir quase 4 mil pontos. Essa taxa quer dizer que nós pagávamos 40% ao ano a mais que um título do tesouro americano. Quando Lula começou a governar, o risco foi caindo a 2 mil pontos e depois caiu ainda mais. Quando chegou a menos de mil pontos, nós já festejamos. Hoje, já está em 130, 140 pontos, o que significa que estamos pagando 1%, 1,5% a mais que os títulos americanos. Isso gera um risco menor. E com a taxa Selic em aproximadamente em 12%, está valendo a pena para o investidor estrangeiro aplicar recursos no Brasil.

SQC - Qual o percentual ideal para a taxa básica de juros?
Flávio
– O percentual ideal é o que o Banco Central entende que seja, porque ele está preocupado com a inflação. Se a taxa de juros baixa muito, há uma corrida para o consumo, e a demanda maior gera inflação, muito presente na cabeça do povo brasileiro. Foram 20 anos de inflação alta. Nós não estamos acostumados a pequenos reajustes de salário. A inflação está em 3,5%, e as pessoas ainda acham que isso não é verdade, mas nós sabemos que isso se confirma. Eu entendo que a taxa de juros deveria baixar mais, fazendo com que o dólar tenha uma recuperação do seu preço. Mas se o dólar baixo é ruim para o Vale do Sinos, é bom para controlar a inflação. Como a inflação está dominada, por volta de 3,5 a 4%, dentro da meta, entende-se que a taxa de juros poderia baixar mais, quem sabe a 8%. Mas isso não pode acontecer muito rápido, porque assim haveria perdas internacionais muito acentuadas.

SQC - O Banco Central vem intervindo no mercado de câmbio comprando dólares. Porque não reduzir a oferta de dólares cortando com mais vigor os juros em vez de comprar a moeda?
Flávio
– Esta é a questão que está sendo discutida. Toda a vez que o BC compra dólares para aumentar o preço da moeda e o dólar acaba caindo, ele tem prejuízo. Isso está dentro da política econômica traçada pelo Conselho Monetário Nacional. E o Banco Central a executa. Ele está mirando unicamente na inflação; deveria olhar outras questões também. Essa é uma crítica que os economistas e os empresários estão fazendo e eu acho procedente. Mas o dólar é flutuante e ele não pode ser administrado muito. Não dá para baixar acentuadamente a taxa de juros de uma hora para outra. É muito difícil conseguir crédito externo, mas é fácil perdê-lo.      

SQC - O que é melhor: dólar apreciado e exportações em alta ou dólar desvalorizado e inflação baixa?
Flávio
– Essa última. Mesmo custando alguns empregos e não sintonizado com as opiniões, principalmente das empresas exportadoras, eu entendo que o Brasil não pode se proteger internamente demasiadamente. O Brasil tem que lutar por outras questões: diminuição tributária e a diminuição do custo-Brasil, aí estou falando de logística, com investimentos em portos, estradas… Também ampliar investimentos para viabilizar as exportações, porque as empresas que estão sintonizadas com as novas tecnologias e com novos mercados estão conseguindo exportar. Quem não está conseguindo exportar são empresas que estão fundamentalmente em cima de mão-de-obra. As mesmas empresas que exportavam com um salário mínimo de 100 dólares, agora estão exportando com um salário mínimo por volta dos 200 dólares. Então o Brasil teria que baixar outros custos para poder compensar isso. E os custos são tributários, o custo-Brasil, custos sociais, inclusive.

SQC - Alguns especialistas dizem que há uma “bolha” na Bolsa de Valores. Isto procede?
Flávio
– Bolha é uma coisa que está um pouco acima, que pode estourar. É verdade que pode. Mas sempre teve gente dizendo que há uma bolha na economia americana, bolha imobiliária… e eventualmente tem. Mas o que se sabe é que as empresas brasileiras estão mostrando muita força nos seus resultados. Das empresas brasileiras que estão operando no mercado acionário, nós temos em torno de 40 já nos mercados internacionais com muito sucesso. Se existe bolha, se isso é verdade ou não, só o tempo vai nos dizer. Quando começam esses boatos, o que tem que ter é um cuidado maior para investir. Jamais vender o patrimônio, uma casa onde mora e aplicar tudo diretamente numa bolsa. Isso nunca foi um bom negócio.

Peregrinação telefônica

Maio 23, 2007

Me inscrevi num concurso de redação promovido pelo CIEE em parceria com a Academia Brasileira de Letras. Dia desses de manhã, liguei para a academia para saber uma coisa muito simples: quando sai o resultado?
 
Aí é que começou o martírio. Liguei uma, duas, três, quatro vezes e nada. A pessoa que me atendia me passavam para outra, que, por sua vez, me passava para outra e assim ia. Depois que passei a anotar, registrei os nomes das seguintes pessoas: Luis, Maria Lúcia, Renata e Mila. Essas quatro pessoas, que trabalham na Academia Brasileira de Letras, não sabiam informar o que eu queria saber: quando iam ser divulgados os nomes dos vencedores do concurso. No fim, depois de muitas tentativas e de me queixar para Renata, ela me prometeu um retorno. Pegou meu telefone celular e prometeu me ligar para responder minha pergunta.

Nada contra eles não saberem. Normal não ter uma informação. Mas receber a ligação e passar para outra pessoa, que passa para outra pessoa, também não dá. Isso é incompetência no atendimento ao público. Se não sabe, por favor, diga que não sabe, pegue meu número, busque a informação e, de posse dela, me liga e me diz. É simples.

A única pessoa que tomou essa atitude foi a Renata, depois da segunda ligação que eu fiz para ela. Ela tomou meu telefone e prometeu dar retorno depois que eu disse que já havia falado com uma porção de pessoas e ninguém havia resolvido meu problema. Minutos depois, ela me ligou, mas meu celular estava sem bateria e apagou. Em seguida, pluguei o telefone na tomada, anotei o número e liguei. Foi o tempo suficiente para eu ouvir do outro lado da linha a seguinte resposta: “A Renata já saiu”.

SECRETÁRIA ELETRÔNICA – No meio dessa peregrinação pela resposta, uma das pessoas da ABL me deu o número do CIEE para eu consultar, uma vez que o Centro dá apoio ao concurso. Pois bem, liguei para o CIEE de Alphavile (SP), onde me atendeu uma menina. Eu disse, enfático:

- Esse concurso, que está sendo anunciado num banner gigante na página do CIEE, que é promovido em parceria com a ABL, que vocês, CIEE, estão envolvidos, sabe? Eu só queria saber quando sai o resultado, porque eu estou concorrendo.

 - Ah… eu nem tava sabendo de concurso. Liga para esse número… 

Soltando fogo pelas ventas, liguei para o tal número e nada de alguém me atender. Ou melhor, alguém me atendeu. Um robô. Uma mensagem de voz meu deu opções para eu digitar. Nenhuma delas se enquadrava naquilo que eu precisava: apenas uma informação.

- Se você é cadastrado no CIEE, digite 1, se você é blá blá blá digite 2…

Isso é a pior coisa que já inventaram. Eu não quero digitar nada, eu quero falar com uma pessoa e pedir informação, só. As empresas precisam reduzir custos para serem competitivas, tudo bem, todo mundo sabe. Agora, pão-durismo não dá para agüentar. O custo de um trabalhador simpático para atender e direcionar as ligações é ínfimo se comparado ao benefício que isso vai trazer para a imagem instituição, já que ele vai ser o cartão de visita da empresa.

Isso aconteceu há uns dias. Não havia colocado no ar porque temia represálias, já que meu texto, aquele do concurso, está sob análise deles. Resolvi colocar no ar depois que, ontem, novamente, ficaram me devendo a informação.

Visita do papa

Maio 9, 2007

É papa no jornal, é papa na TV é papa por todos os lados. O santo padre mal chegou e eu não agüento mais ouvir falar nisso. E ele vai ficar até domingo no Brasil. Haja paciência.

É um absurdo toda essa mobilização por causa de Bento XVI. A visita dele não vai ter nenhum resultado prático na vida das pessoas. Na real vai: a cidade de São Paulo, que já é uma loucura, vai ficar insuportável com milhares de fiéis nas ruas. A polícia, bombeiros, exército, aeronáutica, guarda municipal, todo mundo vai estar em volta do homem. Pelo menos, vários vendedores ambulantes vão faturar no meio das multidões.

Mas sobre o papa: ele vem lá do Vaticano ostentando grana, não paga nada para ficar aqui, bebe vinho da Serra, come tudo do bom e do melhor e ainda passa o pito naqueles que são contrários aos dogmas da Igreja Católica. Vem aqui, num país de milhares de portadores do vírus da Aids e de crianças passando fome, pregar contra a camisinha e o aborto. Isso é inaceitável quando vindo de uma instituição responsável por centenas de anos de atraso, segregação e perseguição na Europa Medieval, apoiadora de ditaduras e conivente com massacres no século passado.

Com todo o respeito para com essas pessoas que fazem caravanas para ver o papa, mas façam-me o favor. Não levo muita fé em coisas metafísicas, mas respeito o cara que é meio devoto de alguma santidade. Agora: ser tiete de papa e cordeirinho da Igreja Católica, “pelo amor de Deus”!

É proibido o frio!

Maio 9, 2007

O prefeito de Aparecida (SP) Luiz Rodrigues mandou um projeto para a Câmara de Vereadores no início do ano proibindo a chuva na cidade. É isso mesmo. Se a matéria fosse aprovada, São Pedro ficaria impedido de mandar chuva em Aparecida. Se ele acataria são outros quinhentos. Imaginem que bom seria se a Assembléia Legislativa aprovasse um projeto proibindo o frio de rachar no RS. Acordar às 7h numa temperatura de 8 graus é desumano.

Abracadabra

Maio 5, 2007

É uma pena que na economia não exista mágica. Se existisse, o Banco Central poderia deixar o dólar cair a 10 centavos. Assim ia ficar tri fácil viajar para o exterior e comprar IPODs, laptops, câmeras digitais, etc.

Antes que as indústrias exportadoras brasileiras quebrassem, ABRACADABRA!, elas passariam a exportar ainda mais e contratar uma multidão de funcionários.

Mas enquanto isso ficar limitado ao campo da imaginação, o cidadão comum tem que bancar uma de solidário e manifestar simpatia à causa dos exportadores, sob pena de tomar um pau se defender a queda do dólar. Não adianta, é o cobertor curto da economia. Tapa de um lado, descobre do outro.

Desenvolvimento X Meio Ambiente

Maio 5, 2007

A secretária estadual do Meio Ambiente, Vera Callegaro, bailou. Ela entregou ontem pedido de demissão ao Piratini, aceito pela governadora Yeda Crusius, encerrando, pelo menos por hora, a crise na área. A secretária estava por um fio desde que empresas florestais, interessadas em plantar eucaliptos na Zona Sul do Estado, ameaçaram não investir no RS. Elas se queixavam do Zoneamento Ambiental, diretriz da Fepam que restringe o florestamento no Estado.

Desde meu último post sobre o assunto, ocorreu uma reviravolta no assunto. A secretária estava com a cabeça na forca, mas acabou não caindo. No lugar dela, saiu Irineu Schneider, presidente da Fepam. Logo após a saída de Schneider, Vera assinou acordo com Ministério Público flexibilizando as regras.

Mas, ao que me parece, isso não foi o bastante para acalmar os ânimos da Aracruz, Stora Enzo e Votorantin. E também os da governadora. Apesar da secretária ter alegado motivos de saúde, a saída dela cheira a demissão.

Vera, uma técnica da área, defensora do meio ambiente, estava atrapalhando os anseios do governo de desenvolver a Zona Sul do Estado. Na briga entre interesses econômicos e meio ambiente, venceram os primeiros.

CPI do Apagão Aéreo

Maio 3, 2007

Hoje começou mais uma CPI na Câmara dos Deputados, a CPI do Apagão Aéreo. Ela vai investigar fraudes na Infraero, estatal que administra os aeroportos. Isso é uma perda de tempo. Primeiro, porque não dá em nada – ninguém investigado pelas CPIs dos Correios e dos Bingos foi para a cadeia. E segundo, porque em épocas de CPI as matérias importantes para o país não são colocadas em votação porque “o clima político não é favorável” ou porque “não há clima político para isso”, como sempre justificam os parlamentares.

Em uma CPI, “o clima político” é favorável para parlamentares aparecerem na televisão aos gritos, pagando de políticos íntegros, aguerridos e defensores da ética e da moral. Por isso, defendo a extinção desse mecanismo de investigação. Ele é totalmente tendencioso e nada técnico, a julgar pela briga entre oposição e governo em indicar presidente e relatores das Comissões. Se há briga, é porque tanto a oposição como o governo acreditam que podem mudar o rumo da investigação caso ocupem esse cargos estratégicos. É uma batalha partidária e eleitoral que sempre foge do foco. Ao contrário do que determina a legislação, as CPIs acabam por investigar um monte de coisa e não um determinado fato. Um exemplo foi a CPI dos Bingos, graciosamente apelidada de “CPI do Fim do Mundo”, por investigar tudo e ao mesmo tempo não conseguir investigar nada.

Tem é que colocar a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República a investigar essas denúncias, ainda que alguns possam afirmar que as duas instituições não são lá muito independentes também.  O certo é que os deputados, além de tocar o inquérito com forte parcialidade, não têm conhecimentos técnicos de investigação.  

Problema bom

Maio 2, 2007

Gostaria a governadora Yeda Crusius (post anterior) de ter um problema igual ao que o Grêmio enfrenta atualmente. Às vesperas de pegar o São Paulo pelas oitavas-de-final da Libertadores, o técnico Mano Menezes não sabe quem colocar no time. Se Carlos Eduardo, que destruiu no jogo contra o Juventude no último domingo, ou Amoroso, que, além de bom jogador, está salivando de raiva do São Paulo. O atacante está p. da cara com seu ex-time, porque não viu a cor do dinheiro que o São Paulo prometeu dar como prêmio pela conquista do Mundial Interclubes de 2005  

Turbulências no governo Yeda

Maio 2, 2007

É incrível a quantidade de problemas que a governadora Yeda Crusius vem enfrentando desde que se lançou na tarefa de governar o estado do Rio Grande do Sul.

SAÍDA DO MARQUETEIRO

O primeiro ocorreu ainda na campanha. A então candidata, que prometia reequilibrar as contas do Estado, falhou na tarefa de equilibrar as contas de campanha. Motivado pela falta de pagamento, o marqueteiro Chico Santa Rita pulou fora do barco no meio da campanha. Pegou muito mal.

VICE-GOVERNADOR x BANRISUL

Depois veio o vice-governador, Paulo Afonso Feijo. Em meio às negociações do PSDB de Yeda com o PMDB para um apoio no segundo turno,  Feijó quase detonou, em entrevista à Zero Hora, a relação dos dois partidos. Disse que Fernando Lemos, presidente do Banrisul, era apadrinhado político do senador Pedro Simon (PMDB), por isso estava no cargo. O PSDB acabou recebendo o apoio do PMDB só porque caciques peemedebistas jogaram panos quentes na questão, inclusive o próprio Simon. Em outras palavras, Simon disse que o “guri (Feijó) ainda não estava acostumado com política”. 

PRIVATIZAÇÃO

Yeda Crusius também teve que suar a camiseta para tirar da cabeça do eleitor a idéia de que ela no governo era igual a privatização do Banrisul, como sugeria a oposição. Enquanto Yeda falava que não iria privatizar, o vice defendia o contrário, dando munição para a oposição.

A PRIMEIRA DERROTA NA ASSEMBLÉIA

Depois de vencida a eleição, mas ainda antes de assumir, a então governadora eleita passou pela primeira saia justa. Quebrou promessa de campanha enviando à Assembléia Legislativa projeto de prorrogação do tarifaço (aumento de algumas alíquotas de ICMS)  implementado pelo governo Rigotto. O projeto não passou no parlamento gaúcho, que imputou ao Piratini a primeira derrota da nova gestão. E pior: fazendo coro junto à turma que não queria a manutenção do tarifaço, estava ele: o vice-governador eleito, Paulo Afonso Feijó.

CRISE NA SEGURANÇA

Recentemente, a governadora se viu às voltas de mais um problema. As denúncias envolvendo o seu secretário da Segurança , Ênio Bacci, acusado de receber propina de bingueiros e bicheiros para remover delegados empenhados em desbaratar as falcatruas oriundas do jogo ilegal. Mas o pior problema veio com a demissão do secretário, que motivou o PDT, seu partido, a sair da base aliada do governo. Se a situação já estava crítica para o governo na Assembléia, imagina sem os votos dos pedetistas. A Reforma Administrativa do Estado, que fundiu, criou, extinguiu e realocou secretarias e orgãos, só foi aprovada porque era agradável à maioria dos deputados, mesmo para os pedetistas magoados.

VICE-GOVERNADOR x BANRISUL – PARTE 2

Na semana passada, o vice-governador lançou um monte de ataques contra Fernando Lemos, acusando o presidente do Banrisul de promover ilegalidades na gestão do banco. O Piratini, em nota, rebateu dizendo que Paulo Afonso Fejó era “deseqüilibrado” e que as acusações era “levianas”. Quem tem um vice assim não precisa de oposição.

MEIO AMBIENTE

Agora, para não perder o costume, mais um problema pela frente. Só que, espero, não tão grave. A secretária do Meio Ambiente, Vera Calegaro, poderá sair do comando da pasta. Ela está sendo pressionada em razão das ameaça das empresas Votoratin, Stora Enzo e Aracruz Celulose de não investirem no Estado. Elas reclamam do Zoneamento Ambiental, diretriz da Fepam que restringe o plantio de eucaliptos no Estado, sobretudo na metade sul. A governadora ameaça suspender o zoneamento através de decreto para garantir que os investimentos não fujam do Estado.