Posts de Julho, 2007

Mercado do Bom Fim

Julho 30, 2007

O Mercado do Bom Fim, ali perto do parquinho da Redenção, em Porto Alegre, está precisando de um trato da prefeitura. Depois que fecharam os bares e restaurantes do local, o mercado virou um lixão.

Domingo último passei por ali e não agüentei o fedor, oriundo de todo o tipo de detrito. E isso justamente no coração do bairro mais tradicional da cidade.

Tradicional reduto da boemia underground porto-alegrense dos ano 80, o local fechou nos 90, mas foi reaberto no início desta década depois de uma obra de revitalização, que consumiu R$ 886 mil. A forma original do prédio, que na primeira metade do século passado servia como abrigo de bondes, foi preservada.

Engraçado que a parte que fica voltada para a Avenida Osvaldo Aranha está normal, com algumas lojinhas, floricultura, barzinho e, ironicamente, um escritório de turismo da Prefeitura. Enquanto isso, a parte de trás está completamente degradada.

Demorou

Julho 26, 2007

Demorou para o presidente Lula demitir o ministro da Defesa, Waldir Pires. Não dá para deixar um cidadão que parece estar fazendo hora extra no mundo à frente da pasta neste momento de caos aéreo.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, que assumiu o ministério, parece mais inteligente e ter mais motivação. Se resolver a crise, ninguém bate ele nas eleições de 2010, caso venha a concorrer.

Bola de neve

Julho 26, 2007

A situação do governo do Estado está cada vez mais crítica. A governadora Yeda Crusius anunciou que, além de ter que parcelar novamente os salários dos servidores, o limite dos que vão receber os proventos integralmente diminuiu. Nos meses anteriores, esse limite era de R$ 2,5 mil. Para o mês de julho, o valor cairá para R$ 1.950, atingindo 40.162 servidores.

Isso quer dizer que a bola de neve só aumentará, porque quanto menor for o limite, mais a governadora vai ter que tirar do cofre no dia 10 para pagar a segunda parcela dos salários. Conseqüentemente, é maior a chance do pagamento da folha de agosto ficar comprometido, porque boa parte dos recursos terá sido usada para quitar a folha do mês anterior.

GASTAÇÃO – Enquanto isso, do outro lado da rua, na Assembléia Legislativa, a coisa parece estar mais folgada. Só de conta de telefone – fixo e celular – os deputados já gastaram R$ 500 mil este ano. Só de selos, aquele papelzinho que vai nas correspondências, estima-se que já se tenha gasto R$ 3 milhões desde que começou a falcatrua no Departamento de Serviços Administrativo da Casa, que não precisa de selos nas correspondências porque tem uma máquina franqueadora dos Correios.