Não consigo entender porque sempre quando o Governo do Estado quer aumentar impostos, os produtos visados são aqueles que mexem com todas as cadeias produtivas.
A exemplo do tarifaço de Germano Rigotto, o pacote da governadora Yeda Crusius contra o déficit orçamentário do Estado prevê aumento no ICMS para energia elétrica, telefonia e gasolina, com o acréscimo do cigarro, cerveja, GNV e diesel.
Apesar de eu não gostar muito da idéia do cigarro e da ceva aumentarem de preço, é aceitável que esses produtos sejam mais taxados, porque não são (ao menos não deveriam ser) de primeira necessidade. Além do mais, o aumento no imposto desses produtos só acarretará no reajuste do preço dos próprios.
O aumento no imposto dos demais, esse sim, mexe com o preço de todos os produtos. Para produzir, transportar e vender qualquer coisa, do arroz ao vestuário, é preciso energia elétrica, telefone e combustível. E o custo extra, logicamente, não será absorvido pelas empresas. Vai direto para os preços e para o consumidor. O consumidor mais pobre, aliás.
Está na hora de encontrar outro cardápio para saciar o apetite tributário do governo.