Posts com Tag ‘Futebol’

Por que o Grêmio não ganha fora de casa?

Novembro 7, 2009

A pergunta que intitula este post é a que os gremista mais se fizeram nesse Brasileirão. A única vitória do Grêmio fora do Olímpico no campeonato foi contra o Náutico, nos aflitos, em 13 de setembro. O resto foi só derrota e empate. Como o futebol não é uma ciência exata, é difícil responder porque. Ainda assim, me arrisco a formular uma tese.

O Grêmio não ganha fora porque joga como se estivesse no Olímpico: vai pra cima, marca o adversário no campo de ataque, corre sem parar. Seria uma boa tática não fosse o fato de o Grêmio errar muito gol. Se é para se desgastar, que seja para traduzir em gols as oportunidades que tem.

Essa afobação toda para fazer, principalmente na primeira metade do primeiro tempo, desorganiza a equipe e favorece que o time mandante saia no contra-ataque e faça o gol nas primeiras oportunidades que cria. E desde que futebol é futebol, levando o primeiro gol fora de casa, é dificílimo buscar uma virada, já que o time que está vencendo se recua, a torcida se inflama e o desespero e o desânimo começam a tomar conta do time visitante.

Portanto, é preciso prudência quando jogar em outros pagos. A obrigação de ganhar está com o time que recebe. É melhor jogar mal, chutando a bola para onde aponta nariz, do que fazer um espetáculo de lances perigos, mas levar depois.

O adeus a Roger

Julho 5, 2008

O meia Roger dá adeus ao Grêmio e vai jogar no Catar F.C. A notícia pegou todos os gremistas de surpresa nesta sexta-feira e deixou o presidente Paulo Odone furioso. Pois eu acho que estão fazendo uma tempestade num copo d`água.

As declarações de Roger há algum tempo dando conta de que teria vontade de terminar a carreira no Grêmio foram encaradas muito a sério. Todo profissional diz que quer crescer numa empresa e quer fazer carreira nela – desde que não receba uma proposta irrecusável de emprego na concorrente.

No caso do meia gremista, essa oferta foi de 5 milhões de dólares por um contrato de dois anos. Quem recusaria? Além disso, Roger nem é isso tudo que falam, é um jogador regular. Cai muito em campo e é fácil de anulá-lo, bastando o time adversário realizar uma marcação mais apertada em cima dele.

Não acho que o desempenho de Roger seja lá essas coisas. Dos 22 jogos em que atuou, fez 10 gols. A média até seria boa para um meia- articulador, não fosse o fato de que desses, sete foram marcados de pênalti, fácil, fácil.   

É claro que não é bom perder o jogador agora, em meio à boa fase que o Grêmio passa no Brasileirão, porque mexe com o grupo, que está se acertando. Mas o desfalque não pode ser encarado como o fim do mundo, mas sim fruto da nova lógica do futebol brasileiro. Os clubes formam (ou recuperam) os profissionais, e os times estrangeiros vêm e buscam os craques com propostas tentadoras, dificílimas de cobrir.

Foto: Site do Grêmio

Grêmio 2 X 0 Inter

Junho 26, 2007

Ao amigo que comentou o post anterior, não tenho nada a dizer, só que não há nada como um dia após o outro. E a Dercy não é imortal, ela está fazendo hora extra no mundo.

Grêmio X Boca: não deu

Junho 14, 2007

Passou longe o meu chute para o jogo de ontem. Na verdade não foi um chute, era o placar que eu estava torcendo para dar. Não deu. Nem a torcida do Retrô, que superlotou o bar, vingou. Antes mesmo de começar a partida, com a explosão da torcida xeneize na entrada do time, a galera tricolor já parecia apreensiva. Uns puxavam a cantoria e outros continuavam, timidamente, por apenas alguns segundo.

Em campo, era um Grêmio apavorado. Muitos dizem que o  time jogou um bolão. Jogou nada. Durante alguns minutos, antes do primeiro gol do Boca, o Grêmio deus uns balões e ciscou na área adversária. No primeiro tempo, anulou bem o time do Boca, indo para o vestiário com um magro e natural 1 a 0. Mas foi só. O Grêmio tomou o vareio de ontem por uma série de problemas, que, espero, não voltarão a se repetir na quarta-feira, no Olímpico. 

- Tomou um gol – ilegal, diga-se de passagem – no início do jogo. Isso inflamou a torcida adversária e deixou os jogadores ainda mais nervosos.

- A torcida do Boca, que fez da Bombonera um caldeirão. Na minha opinião, é a torcida mais doida e apaixonada do mundo.

- Tem um centroavante de posicionamento, mas não jogou “para” ele, coisa que, aliás, geralmente não faz. Houve um momento do jogo em que o Tuta ficou 11 minutos sem tocar na bola, segundo a contagem da TV. Algumas bolas chegaram e ele, logicamente, devia ter marcado, cumprindo a tarefa de centroavante. Mas se chovesse mais bolas na cabeça e no pé dele seria melhor, haveria mais probabilidade da bola entrar.

-  Em vez de jogar como brasileiro, jogou como argentino. E isso eles sabem fazer melhor que nós. Faltou a jogada individual, o drible, a triangulação curtinha, a malandragem brasileira. Está certo que o Grêmio carece de jogador com essas habilidades e que os argentinos estavam batendo para valer, mas isso não justifica a falta de tentativa de jogadas mais maliciosas. No mínimo cavaria mais faltas próximo à área. 

-   Teve o volante mais forte e aguerrido expulso, Sandro Goiano. Jogando contra o Boca, perder um volante de combate é quase uma sentença de morte.  

- O fator local intimidou muito os jogadores, que davam balões para onde apontava o nariz. No primeiro tempo, Carlos Eduardo pegou uma bola de primeira, arriscando contra o goleiro Caranta. A bola foi para a torcida. Se tivesse dominado e tentado avançar, quem sabe teria chegado na cara do gol.  Na saída de jogo era pior. Raramente o time saia tocando bola. A saída de jogo era via lançamento para frente.

Grêmio X Boca

Junho 13, 2007

Se depender da empolgação da torcida do Retrô (bar próximo ao Campus II da Feevale, em Novo Hamburgo), o Grêmio sai hoje da Bombonera com uma vitória sobre o Boca Juniors na primeira partida da final da Libertadores.

A torcida que acompanhou a trajetória do tricolor se acotovelando a cada jogo no bar merece mais esse momento de felicidade. Embora ensurdecedor, foi lindo de ver as cornetas, os instrumentos de percussão e, principalmente, os gogós da galera empurrando, ainda que a distância, o Grêmio para as vitórias. Igualmente lindo de ver foi o Brother, torcedor símbolo do bar, declarando o seu amor aos jogadores, com a voz invariavelmente rouca de tanto gritar: “Lucaaaaas, eu te aaaaamo!!!!”.

E hoje não vai ser diferente. Aliás, vai ser mais empolgante ainda, pois o dono do bar, o Nei, promete instalar um telão, onde os gols serão ainda mais lindos e contagiantes. Desejando boa sorte para time, arrisco um placar: 2X1 para o Grêmio e um show de bola. O Boca é copeiro como o Grêmio, mas nunca foi e nunca será imortal. Vamo, vamo tricolor!!!   

Problema bom

Maio 2, 2007

Gostaria a governadora Yeda Crusius (post anterior) de ter um problema igual ao que o Grêmio enfrenta atualmente. Às vesperas de pegar o São Paulo pelas oitavas-de-final da Libertadores, o técnico Mano Menezes não sabe quem colocar no time. Se Carlos Eduardo, que destruiu no jogo contra o Juventude no último domingo, ou Amoroso, que, além de bom jogador, está salivando de raiva do São Paulo. O atacante está p. da cara com seu ex-time, porque não viu a cor do dinheiro que o São Paulo prometeu dar como prêmio pela conquista do Mundial Interclubes de 2005